O WhatsApp — um dos aplicativos de mensagens mais usados no mundo — pode estar se preparando para lançar uma nova opção de assinatura paga que permitirá a usuários navegar no aplicativo sem anúncios. A novidade surge em um momento de mudanças significativas na forma como o serviço, pertencente à Meta, busca gerar receita além de recursos empresariais.
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Por que essa mudança está sendo considerada?
Até recentemente, o WhatsApp era conhecido por sua experiência livre de publicidade — um diferencial em relação a muitas outras redes sociais e mensageiros. A promessa de não exibir anúncios era inclusive parte da proposta original da plataforma.
No entanto, em 2025 a Meta começou a introduzir propagandas na aba “Atualizações”, um espaço dentro do app dedicado a Status e Canais. Esses anúncios não aparecem nas conversas privadas e são configurados de forma discreta, com o objetivo de preservar a experiência de troca de mensagens tradicionais entre usuários.
Como seria a assinatura sem anúncios
De acordo com descobertas feitas em uma versão de teste do WhatsApp (versão 2.26.3.9), trechos de código apontam para a existência de um plano pago que removeria esses anúncios da aba de Atualizações. Usuários que optarem pela assinatura poderiam, portanto, usar o aplicativo sem se deparar com propagandas, enquanto os que preferirem versão gratuita continuariam vendo anúncios naquela seção específica.
O código da versão beta também indica que a assinatura poderia variar de preço dependendo de fatores como estar conectado à Central de Contas da Meta, e que mudanças como alteração de idade do usuário poderiam até levar ao cancelamento automático da assinatura — um ponto que levanta questões sobre como a Meta planeja gerenciar a experiência de menores de idade.
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O contexto mais amplo da estratégia da Meta
Essa possível assinatura segue uma movimentação maior da Meta para monetizar seus produtos. A empresa já oferece versões pagas de Facebook e Instagram sem anúncios em mercados como o Reino Unido e países europeus — como resposta inclusive a exigências regulatórias locais para oferecer alternativas sem publicidade.
No caso do WhatsApp, a estratégia parece ser oferecer mais opções ao usuário: manter o acesso gratuito com publicidade ou pagar por uma experiência mais limpa e personalizada — uma abordagem que já é comum em serviços digitais como Spotify, YouTube e outros apps.
O que ainda não se sabe
Até o momento não houve confirmação oficial da Meta sobre:
- o preço da assinatura;
- em quais países o plano será lançado primeiro;
- se haverá benefícios além da remoção de anúncios;
- e quando a assinatura poderá começar a ser oferecida.
Reação dos usuários
A introdução de anúncios no WhatsApp já gerou debates entre usuários e especialistas em tecnologia, muitos dos quais veem a medida como uma mudança importante na filosofia do aplicativo. Alguns defendem que a monetização é inevitável para sustentar plataformas gratuitas com bilhões de usuários; outros criticam o movimento por se afastar de uma promessa histórica de simplicidade e foco na comunicação pessoal.
Conclusão
A possível assinatura do WhatsApp para remover anúncios representa uma virada significativa na história do mensageiro. Embora a experiência básica de troca de mensagens de texto permaneça gratuita e sem publicidade nas conversas privadas, a chegada de uma opção paga sem anúncios reflete a pressão crescente das gigantes de tecnologia para equilibrar experiência do usuário e necessidade de monetização em um mercado competitivo.